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X-Men: Saga das Sentinelas

Capítulos 11

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X-Men: Saga das Sentinelas Capítulo 5: Psylocke

Mais tarde, depois que os ânimos se acalmaram, professor Charles Xavier decidiu conversar a sós com a misteriosa Elizabeth "Psylocke" Braddock, antes que a mesma tentasse fugir ou pior, assassinar alguém na escola. Assustada, ela se levantou velozmente, com suas lâminas psíquicas ativadas, e retrucou:

 

 

- Nem vêm que não tem, careca! Não vou deixar você entrar na minha mente, entendeu?!?!

 

 

Suspirando, ele respondeu:

 

 

- Eu entendo seu receio, Elizabeth... O que a Tentáculo fez com você é imperdoável! Por falar nisso, há quanto tempo você não vê o seu irmão, Brian?

 

 

- O que? O que você... - balbuciou ela, colocando as mãos na cabeça, como se sentisse uma dor terrível - Brian? Quem é Brian? Uugghhh... - lágrimas escorreram de seus olhos, repentinamente - Não... Eu não vou ceder a você, telepata! Afinal, eu também sou uma telepata poderosa!!

 

 

- Se é você quem está dizendo... - ponderou o professor - Mas você deve saber que eu não estou usando meus poderes contra você nesse momento, ou estou?

 

 

Pasmada, ela disse:

 

 

- Você... Tem razão! Aarrgh! Minha cabeça!! Brian? Brian?!? BRIAN!!!! AARRGGHH!! - e uma onda telepática atingiu a todos na escola.

 

 

Jean Grey e Fera foram correndo verificar se o professor Charles estava bem, mas ele levantou a destra e avisou:

 

 

- Por favor, não interfiram! E peçam para Logan ficar fora disso!

 

 

- Mas, professor... - disse Fera - Os pacientes podem ficar assustados…

 

 

- Será melhor assim, Hank! Não quero esconder nada de meus alunos... A vida de um mutante não é fácil! - salientou Charles - Por favor, não interfiram!

 

 

- Sim, professor! - respondeu Jean, compreendendo a situação - Vamos, Hank. Precisamos dar espaço para os dois.

 

 

- Tudo bem... - disse Hank, contrariado.

 

 

Desta maneira, professor Charles se voltou para Elizabeth Braddock e prosseguiu:

 

 

- O que eles fizeram com você, Betsy?

 

 

- Você me chamou do que?!? AAARRGGHH!!! NÃO!!! MEU NOME É... UUUGGHH!! PSYLOCKE!!

 

 

- Não, minha cara... Psylocke é seu codinome... Mas seu nome verdadeiro é Elizabeth Braddock, mas seu irmão, Brian, costumava te chamar de Betsy, uma jovem britânica cheia de vida. Uma moça loira e cobiçada pela sua imensa beleza! Até que, num dia fatídico, a organização de assassinos Tentáculo viu valor em você... E te raptou! Te manipulou! Fizeram lavagem cerebral em você e ainda fizeram um pacto terrível com uma força interdimensional, tudo para você se tornar a assassina perfeita! Oh! Deus! O que fizeram com você... Foi desumano!

 

 

- EU MANDEI SAIR DA MINHA MENTE!!!!! - Gritou ela e a escola estremeceu.

 

 

Todos entraram em pânico e pensavam que era o fim do mundo. O professor, contudo, retomou as rédeas e prosseguiu:

 

 

- Eles transmutaram seu corpo, Betsy! Mudaram sua etnia! Mudaram suas habilidades, a tornaram a assassina suprema, tudo para caçar... Os inimigos da organização Tentáculo! Incluindo o seu irmão, o Capitão Bretanha. Mas você não conseguiu matar seu próprio irmão, ou conseguiu, Elizabeth?

 

 

Ao ouvir aquilo, aquela última frase, uma chave virou na mente de Psylocke e, num último brado, ela desmaiou, do nada. Contudo, depois de alguns minutos, ela despertou, limpando o suor do rosto. Professor X se aproximou, levemente, e indagou:

 

 

- Elizabeth Braddock?

 

 

Com uma voz suave, ela respondeu:

 

 

- Professor Xavier? Eu... Eu sinto muito... Ah! Minha cabeça! Onde eu... Onde estou?

 

 

 

 

 

 

Fera, Jean e Moira ficaram pasmos diante daquela resposta. Professor, entretanto, respondeu:

 

 

- Você está na escola Charles Xavier para crianças super dotadas, um refúgio para mutantes, como você, nos arredores de Nova York. Nós resgatamos você! Os meus X-MEN te livraram de uma situação terrível... Você se lembra de alguma coisa? Algo relacionado às Sentinelas?

 

 

Fechado os olhos e sentindo muita dor, Psylocke respondeu:

 

 

- Sim! Ahh! Sim, eu me lembro... Eu me lembro de tudo!! A organização Tentáculo me mandou assassinar três alvos que poderiam vir a se tornar um estorvo para ela: Bolívar Trask, senador Kelly e o influente Henry Peter Gyrich, que juntos do coronel Striker haviam criado os Amigos da Humanidade e estavam desenvolvendo um projeto chamado Sentinela. - disse ela e sentou-se no leito - Eu fui até a base secreta deles, no Ártico Norte, mas acabei sendo descoberta!

 

 

- Santo Deus! - Pasmou Moira MacTargget, ao ouvir aqueles quatro nomes - Charles! Isso é péssimo! São os seres humanos mais desprezíveis que já conheci... E estão trabalhando juntos? Misericórdia! Se isso prosseguir, poderá ser o fim dos mutantes pelo menos na metade do mundo!

 

 

- Eu realmente cheguei bem perto de aniquilar o Trask! Tanto que descobri de onde ele retirou tanta genialidade... - salientou Elizabeth - Ele estava realizando pesquisas num tipo de fóssil milenar... Segundo ele, uma "tecnologia dos antigos", que ele gostava de chamar de "NIMROD".

 

 

- "Um poderoso caçador diante do Senhor", segundo Gênesis, e um dos fundadores da Torre de Babel. Estranho... - comentou Fera.

 

 

Contudo, quando o professor Charles Xavier escutou aquele nome, alguma coisa ativou em sua mente, como se fosse uma lembrança... Mas não do passado... Uma lembrança... Do futuro?!?

 

 

- Nimrod... Eu já escutei esse nome antes... E não foi exatamente na Bíblia... - comentou ele - Eu ouvi alguém gritar esse nome, com imenso pavor! Como se... Como se eu o conhecesse!

 

 

- Bem, isso não importa agora! - disse Psylocke, se levantando - Eu agradeço por tudo que você fez por mim, professor Charles Xavier, mas eu preciso ir. Tenho contas a acertar com os desgraçados da organização Tentáculo!

 

 

- Se você for, eu vou também! - disse Wolverine, do nada.

 

 

Moira, entretanto, pediu, dizendo:

 

 

- Por favor, espere! Você é a única que sabe onde fica a base, conhece suas fraquezas! Por favor! Você levaria os X-Men até lá e nos ajudaria a por um fim no projeto SENTINELA?

 

 

Pasmada, Elizabeth ponderou e respondeu:

 

 

- Ah! Está bem! Acho que é o mínimo que eu posso fazer em troca das minhas memórias. Mas isso não quer dizer que somos amigos! Entenderam?

 

 

- Sim, senhora! - ironizou Logan, guardando suas garras.

 

 

Professor, se sentindo cansado, disse:

 

 

- Hank, por favor, prepare um dos quartos de hóspedes para a Elizabeth passar a noite. E Moira, meu amor, poderia disponibilizar algumas roupas limpas para ela poder tomar um banho e se trocar? Eu ficaria muito grato! Por agora, preciso descansar... Com a sua licença!

 

 

- Sim, professor, é pra já! - respondeu Fera.

 

 

- Pois não! - disse Moira - Elizabeth não é? Pode vir comigo, por favor?

 

 

- Tudo bem! Um banho não mata ninguém! - respondeu Elizabeth e a seguiu.

 

 

Psylocke passou por Logan e um resmungou para o outro, mas não passou disso, e cada um seguiu seu rumo. Professor X foi descansar em seus aposentos e Fera foi tratar do quarto de hóspedes. Jean, preocupada, decidiu procurar Scott e os outros X-Men, para deixá-los a par da situação. Todavia, depois que a enfermeira ficou vazia, o rapaz dominador de fogo, Pyro, se levantou, vestiu suas roupas e falou:

 

 

- Eu é que não fico nesse hospício nem mais um minuto!! Tô fora!!

 

 

Robert Louis, o Homem de Gelo, retrucou:

 

 

- O que você está fazendo? Vai ir embora assim, sem mais nem menos?!?

 

 

- Se os otários querem ficar aqui, nessa loucura total, fiquem a vontade! Eu tenho mais o que fazer! FUI! - disse John "Pyro" e se retirou do local.

 

 

Jubileu, vendo aquilo, comentou:

 

 

- Eu não sei vocês, mas me "caguei" toda naquela hora em que a mansão tremeu todinha!! Será que é seguro ficar aqui?

 

 

- E você acha que é seguro ficar lá fora, com aqueles robôs gigantes do mal? - indagou Kate Pryde.

 

 

- Eu também não sei o que fazer... Mas acho que precisamos ter mais paciência. Dar uma chance para essas pessoas! Elas parecem ser realmente boas. - disse Kurt "Noturno".

 

 

- Eu não confio em ninguém!! Mas aqueles robôs me deram um cagaço! Por enquanto, vou ficar por aqui... - respondeu Marie "Vampira".

 

 

- Eu concordo! Na verdade, nunca vi tantos mutantes juntos num lugar só! E nunca imaginei que poderia usar meus poderes para algo bom. Eu quero saber mais sobre esses tais "X-Men". E, se eles forem uns babacas, a gente dá o fora! O que acham? - sugeriu Robert "Homem de Gelo".

 

 

- Eu tô dentro! - disse Kate. - E meu poder é de atravessar paredes! Achei melhor vocês ficarem sabendo, hehehe.

 

 

- E o meu poder é esse! - disse Kurt "Noturno", se teleportando e retornando ao mesmo local.

 

 

- Perai!?!? Vocês dois tinham esses poderes maneiros e ficaram aqui, assim mesmo?!? Ohloko meu! Vocês poderiam escapar quando quisessem! - comentou Jubileu.

 

 

- Até que aqui não é um lugar ruim... - disse Kate.

 

 

- E você, Jubileu, faz o que? - indagou Robert Louis.

 

 

- Eu faço isso! - disse ela e liberou fogos de artifício das mãos, soltando sorrisos dos rostos de seus novos amigos.

 

 

Anna Marie Vampira, contudo, esfregando os braços cobertos por uma blusa de manga longa, disse:

 

 

- Ah! Se meus poderes fossem bons…

 

 

- Como assim? - indagou Kurt.

 

 

- No dia em que eu descobri meus poderes foi quando eu dei meu primeiro beijo... - disse Vampira - O pobre rapaz quase morreu! Foi automático e totalmente instintivo! Eu absorvi a energia vital dele! E também absorvi suas memórias e sua força! E por um bom tempo ele ficou em coma, no hospital da minha cidade. As pessoas me chamaram de "Vampira", depois desse dia, e nunca mais tive um dia de paz!!! Ninguém pode me tocar senão morre! Esse é a merda do meu poder!!! - terminou ela, chorando.

 

 

O clima na enfermaria ficou pesado e ninguém disse uma palavra por alguns minutos, até que Kurt a olhou e disse:

 

 

- Eu te entendo e também já pensei que meus dons fossem uma maldição dada por Deus! Um castigo, talvez, pelos pecados de meus pais! Mas, depois que eu li e estudei melhor a Bíblia Sagrada, notei que não era bem assim... Cada um irá pagar pelos seus pecados individualmente e que apenas Ele pode nos perdoar. E também entendi que esses poderes não são maldições mas bençãos!! Cabe a cada um de nós compreender e aprender a usar esses poderes para o Bem e que, às vezes, é preciso sacrificar a nossa própria vontade para o bem maior!

 

 

Robert Louis, pasmo, comentou:

 

 

- WAW! Isso foi profundo!

 

 

- Real!! - disse Jubileu.

 

 

- Concordo!! - disse Kate Pryde.

 

 

Anna Marie Vampira, refletindo, respondeu:

 

 

- Hum! Mesmo não concordando com a sua linha de pensamento, "Noturno", eu admito que você tem razão... Se alguém como você pensa assim, talvez eu tenha algo a aprender, afinal. Obrigada!

 

 

- Não há de que! - disse ele, alegre.

 

 

Repentinamente, Ororo chegou na enfermaria e perguntou:

 

 

- Opa! Perdão por interromper a conversa de vocês! Eu me chamo Ororo, mas algumas pessoas me chamam de Tempestade - disse ela, reluzindo os olhos - Eu vim fazer uma pergunta? Vocês estão com fome?

 

 

Surpresos, eles se entre olharam e disseram:

 

 

- Com certeza!!!!

 

 

- Ah!! Isso é bom!! Quer dizer que já estão melhores! Então, venham comigo! Vou levar vocês para o refeitório, para almoçar. Que tal? P

ode ser? - perguntou Ororo.

 

 

Assim, Homem de Gelo, Kate Pryde, Jubileu, Kurt e Vampira se levantaram de seus leitos e seguiram Ororo até o refeitório, onde tiveram um almoço digno de reis. E aquele dia passou num piscar de olhos.

 

 

CONTINUA...

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